Elas não são ricas. Não tem acesso à tratamentos cosméticos de primeira linha, cabelereiros de estrelas, jóias verdadeiras, roupas de grife ou personal stylist. Não se enquadram nos padrões de beleza que a televisão propaga diariamente, muito pelo contrário. Apesar de tudo isso, de todas essas cruéis desvantagens, elas têm algo que a maioria das mulheres não conseguem manter: uma auto-estima inabalável.
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Conheçam, pois, as donas de casa do Pirambu.
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Elas andam pelas ruas sem o menor pudor de exibirem uma barriga mais que saliente em roupas justíssimas, mesmo que apareça a cicatriz de uma cesariana mal feita. Desfilam com firmeza, deixando um rastro de água de colônia e Neutrox, sorrindo faceiras para os homens que as olham com curiosidade. Compram shorts mínimos, para ressaltar seus melhores - e maiores - contornos, assim como as mulheres-fruta, suas inspirações. E isso tudo sem perder de vista os sete filhos remelentos que jogam futebol no asfalto.
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Acham-se lindas, maravilhosas, poderosas - e por quê não?
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Todas as mulheres deveriam ser assim. Eu deveria ser assim. Impressiono-me sempre em como nós mulheres conseguimos acumular tanta insatisfação consigo mesmas - e refiro-me não apenas ao físico - a ponto de esquecer nossos pontos fortes. Será que sempre precisaremos de que um homem nos lembre que somos belas, que podemos ser belas? Até eles cansarão um dia.
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Mas, como viver é sempre aprender, vamos nos esforçar para cultivarmos pelo menos um pouquinho a auto-estima das donas de casa do Pirambu, mulherada!
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Claro, sem a parte dos micro-shorts, das banhas expostas, do cheiro de Neutrox e de outras cositas pra lá de bregas, né?

1 comentários:
Finalmente!!! Achei que tinha abandonado o blog! E nem preciso comentar que AMEI a crônica! Parabéns!
Mas escreve logo outro!
BJUS
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