Há alguns anos, um dos principais passatempos enquanto andava de ônibus era contar quantos cachorros eu via na rua. Na época, haviam muitos deles, que estavam se reproduzindo como coelhos. Eram tantos, que chegava ao cúmulo de, em uma viagem Pirambu-Centro, contar mais de quarenta deles.
Em um desses dias, vi algo, no mínimo, peculiar:
Uma cadela no cio corria feito louca, fugindo de uma matilha de cães sequiosos e cheios de amor para dar. Obviamente, o primeiro que chegasse à fêmea teria vantagens sobre ela em detrimento aos outros, fazendo com que a correria fosse verdadeiramente desvairada. Foi quando, surgindo da orda de animais afoitos, emergiu um certo cachorro.
Ele era menor que a maioria, mas corria mais depressa que qualquer um. Seu pêlo era de um amarelo desbotado, tinha a língua pendurada para o lado, olhos esbugalhados e felizes, de quem sabe que vai conseguir o que quer. Mas o que me chamou a atenção não foi somente a determinação e velocidade do cachorro. O que me fez colocar a cabeça para fora da janela para observar melhor era o fato desse bicho andar de cadeira de rodas.
O cão tinha as patas traseiras amputadas, mas alguém havia feito uma cadeirinha de madeira para ele, com rodas de algum skate velho. Fiquei absolutamente fascinada com o fato do bicho superar suas limitações com uma simplicidade desconcertante. Ele adaptou-se à cadeirinha de uma forma que não havia concorrente no mundo que conseguisse ultrapassá-lo. Ele era realmente um cão feliz.
Fiquei pensando durante muito tempo o quanto deixamos que nossas limitações nos afetem. Depois fiquei pensando no porque de nunca ter conjecturado sobre isso quando vi uma pessoa de cadeira de rodas. Cheguei à conclusão que a racionalidade nos faz pensar demais no que não conseguiremos fazer em vez de no que deveríamos fazer.
Pensei sobre isso muitos dias depois daquele. Torci muito para que o cãozinho tenha conseguido seu objetivo. Mas como minha mente sempre tem que viajar em coisas sem sentido, comecei a me questionar em como diabos ele conseguiria cruzar com a cadela fujona. Sério, como? O_o
Em um desses dias, vi algo, no mínimo, peculiar:
Uma cadela no cio corria feito louca, fugindo de uma matilha de cães sequiosos e cheios de amor para dar. Obviamente, o primeiro que chegasse à fêmea teria vantagens sobre ela em detrimento aos outros, fazendo com que a correria fosse verdadeiramente desvairada. Foi quando, surgindo da orda de animais afoitos, emergiu um certo cachorro.
Ele era menor que a maioria, mas corria mais depressa que qualquer um. Seu pêlo era de um amarelo desbotado, tinha a língua pendurada para o lado, olhos esbugalhados e felizes, de quem sabe que vai conseguir o que quer. Mas o que me chamou a atenção não foi somente a determinação e velocidade do cachorro. O que me fez colocar a cabeça para fora da janela para observar melhor era o fato desse bicho andar de cadeira de rodas.
O cão tinha as patas traseiras amputadas, mas alguém havia feito uma cadeirinha de madeira para ele, com rodas de algum skate velho. Fiquei absolutamente fascinada com o fato do bicho superar suas limitações com uma simplicidade desconcertante. Ele adaptou-se à cadeirinha de uma forma que não havia concorrente no mundo que conseguisse ultrapassá-lo. Ele era realmente um cão feliz.
Fiquei pensando durante muito tempo o quanto deixamos que nossas limitações nos afetem. Depois fiquei pensando no porque de nunca ter conjecturado sobre isso quando vi uma pessoa de cadeira de rodas. Cheguei à conclusão que a racionalidade nos faz pensar demais no que não conseguiremos fazer em vez de no que deveríamos fazer.
Pensei sobre isso muitos dias depois daquele. Torci muito para que o cãozinho tenha conseguido seu objetivo. Mas como minha mente sempre tem que viajar em coisas sem sentido, comecei a me questionar em como diabos ele conseguiria cruzar com a cadela fujona. Sério, como? O_o
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Eu não tenho jeito mesmo. -_-
