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Você sabe responder essa pergunta? Sabe mesmo?
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Pois eu ouso afirmar que, independente do que você pensou, a resposta certa para essa pergunta é NÃO. E nem adianta discordar, meu caro, porque não, você não sabe! Excessões se aplicam somente em casos de você estar em um hospício, uma cadeia ou living la vida loca em algum buraco psicodélico do mundo. Maaas, como você está bem aí, em algum computador lendo este blog, acredito que não se enquadre em quaisquer dessas opções. Bom, espero que não.
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De qualquer maneira, hoje me peguei traçando um paralelo entre o meu Eu de 10 anos atrás e o meu Eu de agora. Garanto que, se meu Eu-Passado soubesse que iria fazer coisas que o Eu-Presente já fez, iria direto para algum mosteiro tibetano ficar acorrentado, tomando banho de cachoeira, enquanto medita para livrar a mente de pensamentos indignos. Mas, como a gente nunca sabe do que é capaz, vai que meu Eu-Passado gostasse da idéia e começasse a agir mais cedo? Nunca saberemos.
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Mentes maldosas, concentrem-se. Eu estou falando de todo e qualquer tipo de atitude. Desde falar com uma pessoa que você destestava - e descobrir que ela pode ser sua melhor amiga - a sair rolando bêbado em uma ladeira íngreme de calçamento por vontade própria. Não que eu tenha feito isso... Ahn... De qualquer modo, pensem nos limites do seu próprio corpo, dos seus próprios gostos. Será que é isso mesmo? Bem, só sei que, nessas horas de... libertação, por assim dizer, você fica altamente surpreso consigo mesmo, se perguntando como, porquê e quais as circunstâncias que levaram você a fazer aquilo.
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Quem de vocês já subiu descalço, de olhos fechados, em uma cerca de arame farpado? Eu já, e não pisei em nenhuma farpa (isso até pareceu uma metáfora, mas foi verdade). Um exemplo mais abrangente: Quem já levou uma discussão até as últimas consequências? Você achava que seria capaz de chegar até essas "últimas consequências"? Hum... Faz um retrospecto aí, amigo. O que você acha?
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"Quer dizer que... eu sou LOUCO?"
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Não, você não é louco. Não por isso. Você é apenas um ser humano, com capacidades potencialmente infinitas, limitadas apenas pelo medo da morte e pelo bizarro senso de humor do acaso. Um ser humano que, infelizmente, não tem consciência disso. Acredito que a maioria das pessoas nem podem ter consciência disso, na verdade. Isso porque grande maioria de nós é inconsequente quando se trata da própria mente. A triste verdade é que todos nós nos subestimamos.
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Para o bem e para o mal.

2 comentários:
Chell, também viajei agora...
Tô aqui pensando nas tuas próximas loucuras! =D
Bjo, doida!
Nossa... se conhecer tão bem assim é algo que muita gente quer e acho que ninguém consegue... Mas é interessante de fato fazer uma retrospectiva e ver o que fizemos... BJU
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