- Onde diabos eu estou?
.
Isso foi o que Jonas se indagou ao mirar o teto desconhecido do quarto onde estava deitado. Olhou ao redor, procurando qualquer sinal que pudesse o fazer reconhecer aquele lugar, mas nada viu de familiar. O recinto estava uma zona: lençóis no chão, garrafas de vinhos vazias, roupas espalhadas, calcinha no ventilador, uma pizza fria no canto. Levantou-se, virou-se para o espelho e...
.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!
.
Ele estava totalmente irreconhecível. Em seu olho havia uma enorme esquimose, fazendo parecer que tinha uma bola de beisebol sob sua pele. O cabelo estava desgrenhado e duro, como se um líquido viscoso tivesse secado nele. Estava nu da cintura para cima, totalmente arranhado, e toda sua vestimenta resumia-se a uma cueca com estampa de coraçõezinhos.
.
- Mas que PORRA é essa??
.
Que esquimose era essa? Que arranhões eram esses? Que merda é essa na sua cabeça? E o pior... De quem era aquela cueca???!
.
Jonas estava totalmente aterrorizado. Para tudo ele poderia encontrar uma explicação. Mas e a cueca? Que explicação que se tinha? Jamais ele vestiria uma cueca tão ridícula... Mas, provavelmente, ele deve ter tido uma noite muito ridícula, pensou o homem. A última coisa que lembrava era estar conversando com o Carlos em uma boate. Com muito esforço, reconstituiu a última cena em sua mente:
.
- Carlos! Puta que pariuuuuu, Carlos, olha aquela dona ali olhando pra mim! Muuuuito boua!
- Aonde?
- Ali, porra, aquela ruiva lá! Com um gato na mão!
- Jonas, aquilo é um quadro.
- É mesmo uma obra de arte, essa ruiva...
- ...
- Cara, pois é, eu decidi. Vô afogar minhas mágoas nessa minha décima segun... décima TERCEIRA dose de cachaça.
- Cuidado pra não se afogar junto com as mágoas, mano.
- Mermãããão, eu juro, vô tomar esse troço é todinho, tô vendo uma puta loira no fundo desse copo, ó...
- Vai fundo, cara. Só assim mesmo pra tu comer uma mulher.
- Pois eu vou é..........
.
Nada mais. Sua memória só chegou até esse ponto e não resolveu forçar mais, a dor de cabeça era muito grande. Olhou para um porta-retrato na mesinha de cabeceira e viu uma mulher muito bonita.
.
- Bem, nesse caso, a noite pode não ter sido tão ruim assim.
.
Reanimado, decidiu enveredar pelos outros recintos daquele local misterioso, a procura de alguma pista que rendesse mais detalhes do que poderia ter acontecido. Atravessou o corredor devagar na direção do que supunha ser a sala. Nas paredes, havia marcas vermelhas - talvez fosse sangue - com formato de mão. Horrorizado, constatou que o tamanho das mãos na parede era exatamente do mesmo tamanho da sua. Com todo o cuidado que um homem de ressaca pode ter, colocou sua cabeça para fora do corredor, formulando sua primeira impressão da sala.
.
Tudo que viu foi dois sofás laranjas, com algumas almofadas bagunçadas em cima e outras jogadas por todo o lugar. A mesinha de centro estava totalmente nojenta, com restos de comida e uma garrafa de Jack Daniels pela metade. Algo grudendo no chão. Do outro lado, uma varanda, de onde se conseguia ver apenas o céu. Seu coração acelerou de repente. Nenhum prédio em Fortaleza teria uma vista dessas. Quando alcançou o parapeito, sua cabeça rodou. Estava em um edifício que devia ter, pelo menos, uns 50 andares. Não reconheceu a cidade.
.
- O que... Mas... Eu... ONDE DIABOS EU ESTOU???????
- Cala a boca aí, meu! Tô tentando dormir!
.
Jonas virou-se e tudo que viu foi uma cabeça de homem emergindo de trás do sofá.
.
.
.
.
(continua)
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Isso foi o que Jonas se indagou ao mirar o teto desconhecido do quarto onde estava deitado. Olhou ao redor, procurando qualquer sinal que pudesse o fazer reconhecer aquele lugar, mas nada viu de familiar. O recinto estava uma zona: lençóis no chão, garrafas de vinhos vazias, roupas espalhadas, calcinha no ventilador, uma pizza fria no canto. Levantou-se, virou-se para o espelho e...
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- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!
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Ele estava totalmente irreconhecível. Em seu olho havia uma enorme esquimose, fazendo parecer que tinha uma bola de beisebol sob sua pele. O cabelo estava desgrenhado e duro, como se um líquido viscoso tivesse secado nele. Estava nu da cintura para cima, totalmente arranhado, e toda sua vestimenta resumia-se a uma cueca com estampa de coraçõezinhos.
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- Mas que PORRA é essa??
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Que esquimose era essa? Que arranhões eram esses? Que merda é essa na sua cabeça? E o pior... De quem era aquela cueca???!
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Jonas estava totalmente aterrorizado. Para tudo ele poderia encontrar uma explicação. Mas e a cueca? Que explicação que se tinha? Jamais ele vestiria uma cueca tão ridícula... Mas, provavelmente, ele deve ter tido uma noite muito ridícula, pensou o homem. A última coisa que lembrava era estar conversando com o Carlos em uma boate. Com muito esforço, reconstituiu a última cena em sua mente:
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- Carlos! Puta que pariuuuuu, Carlos, olha aquela dona ali olhando pra mim! Muuuuito boua!
- Aonde?
- Ali, porra, aquela ruiva lá! Com um gato na mão!
- Jonas, aquilo é um quadro.
- É mesmo uma obra de arte, essa ruiva...
- ...
- Cara, pois é, eu decidi. Vô afogar minhas mágoas nessa minha décima segun... décima TERCEIRA dose de cachaça.
- Cuidado pra não se afogar junto com as mágoas, mano.
- Mermãããão, eu juro, vô tomar esse troço é todinho, tô vendo uma puta loira no fundo desse copo, ó...
- Vai fundo, cara. Só assim mesmo pra tu comer uma mulher.
- Pois eu vou é..........
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Nada mais. Sua memória só chegou até esse ponto e não resolveu forçar mais, a dor de cabeça era muito grande. Olhou para um porta-retrato na mesinha de cabeceira e viu uma mulher muito bonita.
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- Bem, nesse caso, a noite pode não ter sido tão ruim assim.
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Reanimado, decidiu enveredar pelos outros recintos daquele local misterioso, a procura de alguma pista que rendesse mais detalhes do que poderia ter acontecido. Atravessou o corredor devagar na direção do que supunha ser a sala. Nas paredes, havia marcas vermelhas - talvez fosse sangue - com formato de mão. Horrorizado, constatou que o tamanho das mãos na parede era exatamente do mesmo tamanho da sua. Com todo o cuidado que um homem de ressaca pode ter, colocou sua cabeça para fora do corredor, formulando sua primeira impressão da sala.
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Tudo que viu foi dois sofás laranjas, com algumas almofadas bagunçadas em cima e outras jogadas por todo o lugar. A mesinha de centro estava totalmente nojenta, com restos de comida e uma garrafa de Jack Daniels pela metade. Algo grudendo no chão. Do outro lado, uma varanda, de onde se conseguia ver apenas o céu. Seu coração acelerou de repente. Nenhum prédio em Fortaleza teria uma vista dessas. Quando alcançou o parapeito, sua cabeça rodou. Estava em um edifício que devia ter, pelo menos, uns 50 andares. Não reconheceu a cidade.
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- O que... Mas... Eu... ONDE DIABOS EU ESTOU???????
- Cala a boca aí, meu! Tô tentando dormir!
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Jonas virou-se e tudo que viu foi uma cabeça de homem emergindo de trás do sofá.
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(continua)

1 comentários:
Pô, Chell... sacanagem isso! Cadê a 2ª parte??? =S
Onde está Jonas?
Será que ele ainda tá sonhando?
Ahhhhhhhhhhhhhhhh!!!
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